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Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

Too Much Love...

Disclaimer: Texto gigantesco. Provavelmente não agradável, mas extremamente necessário. De interesse de todos, já que todo mundo que eu conheço (e que realmente importa!) está enquadrado um uma das categorias "família", "namorado", "amigos". Texto integrante do projeto "Metas (Alcançáveis) Para Parar de Sofrer a Toa".

Mesmo sabendo que o amor é - supostamente - o sentido da vida, tem horas que, na verdade, ele significa "problema". E por melhor que seja amar alguém, amar demais se transforma num GRANDE PROBLEMA! E, num momento digno de epifania, eu descobri que boa parte dos meus problemas e (só pra ser dramática - ah, porque eu realmente AMO ser dramática!) também dos meus sofrimentos vêm do fato inequívoco de que eu sou uma pessoa que ama demais.

O momento epifânico me ocorreu no fim de semana e eu passei os últimos dois dias maturando a idéia até que ela estivesse minimamente coerente para ser transformada em texto que, como todos sabem, é o meu meio preferido de expressar meus sentimentos. Então eu fiz uma pequena relação das situações que me levaram a conclusão que eu amo demais, demais até do que seria mentalmente saudável, e também suas conseqüencias.

Sendo bem sincera, foi a relação quase de "quimicamente dependente" que eu tenho com os meus amigos que desancadeou tudo. Porque descobri que minhas amizades são os meus amores mais possessivos! Descobri que amo demais meus amigos porque quero falar mal e odiar o ex-namorado que magoou uma das minhas melhores amigas, mas aí sofro profundamente por não ser capaz de nem chegar perto disso, já que o "ex-namorado" também é meu melhor amigo!!
Conclui que amo demais os dois para ser egoísta o suficiente de lamentar a briga deles não só pelo fato de ambos estarem infelizes e insatisfeitos, mas também por isso complicar os planejamentos dos finais de semana subseqüentes. Percebi que por amá-los demais, nunca soube como lidar com o fato de achar que não daria certo, mas mesmo assim não comentar nada porque queria os dois felizes e junto COMIGO!

Levei um susto quando ouvi um sermão - muito bem aplicado por sinal, tanto que foi ele que deu início a epifania! - de outra amiga, dizendo que eu era dependente e centralizadora demais em não aceitar que meus amigos podem (e devem!) pensar diferente de mim, discordando de julgamentos e opiniões; que era infantil eu querer escolher por eles as pessoas com que deveriam sair (preferencialmente comigo, é claro!) e decidir o que deveriam ou não fazer, só porque era o que EU achava que era o melhor para eles...

Quando se ama uma pessoa é normal você quer estar presente na vida dela, ajudando, palpitando e convivendo junto. Mas você percebe que ama demais uma pessoa, e isso não é natural, quando começa a querer controlar a vida dela em todas as situações possíveis... =/ Foi horrível o choque que senti quando tal conhecimento me atingiu: eu cheguei ao cúmulo de querer escolher com quem meus amigos deveriam ou não brigar - nunca entre si! - e também seus motivos, ao invés de entender que cada um tem a sua vida e faz dela o que quiser, independente do que eu quiser para eles.

Percebi que talvez eu tenha passado tanto tempo cultivando com carinho e dedicação minhas amizades que em algum ponto indistinto desse caminho me considerei dona/proprietária delas... Tenho ciúmes, é claro! Tenho medo que conheçam novos amigos quando eu não estiver por perto, e por isso tento SEMPRE estar por perto... Tenho medo que se apaixonem por pessoas que eu não conheço, porque não quero vê-los magoados e, (eu deveria ter vergonha de dizer isso, mas vamos lá) principalmente, afastados de mim...

E isso foi só o começo! O que deu início a tudo, porque eu acho que eu penso demais nas coisas também e acabei achando várias situações que vão me matando aos poucos e me fazendo sofrer por amar demais...

Descobri que amo demais a minha família quando olhei a minha volta e vi as 6 pessoas mais diferentes de mim que poderiam existir em toda a face da Terra. E, apesar disso - e de todos os imensos problemas que isso acarreta! - a idéia de sair de casa é totalmente tentadora e assustadora ao mesmo tempo. Fico em casa mais tempo do que gostaria só para agradá-los porque, por alguma força que eu desconheço, ainda dependo da aceitação deles. E isso só pode ser amor demais...

Sei que amo demais meu namorado - mais até do que eu deveria deixar que ele soubesse - quando percebi o quanto um domingo sem ele é diferente. Por mais que eu estive em companhia das melhores pessoas do mundo, ele não estava lá comigo. Passei o dia todo pensando no que ele estaria fazendo e internamente remoendo em pensar se ele estava pensando em mim. E a idéia dele não estar me irritava MUITO! Ah, bom, eu já tinha uma idéia de que meu amor não é exatamente um amor normal e saudável, visto meu histórico de xiliques homéricos, ciúmes enlouquecidos e atitudes impensadas... Quem diria que alguém que sonhava ser uma workaholic bem sucedida iria deixar de estudar para entrar na faculdade dos sonhos só para não precisar mudar de cidade...

E eu amo demais até minhas amigas virtuais!! Nesse domingo me martirizei por ter "perdido" o aniversário da Giuli, que eu nunca vi pessoalmente, mas que sabe mais de mim do que muitas pessoas ao meu redor. Ela fez 18 anos e eu não a encontrei na net para dar os parabéns "online"! Eu queria que a Just morasse mais perto, de preferência no Estado de São Paulo (ou pelo menos no Brasil), para sonhar com a hipótese de um dia conhêce-la pessoalmente... Já sofro com a idéia da Fla estar desistindo das fics...

Por amar demais, eu me envolvo profudamente com a vida e a obra de pessoas que se passarem por mim um dia eu posso acaber não reconhecendo! Eu palpito descaradamente e tento manipular a vida delas igualzinho a dos meus amigos "reais"... (sorry pela sua festa de formatura, Giu!! =/) Prova disso é que eu quase não tenho tempo livre para dar conta de tudo que elas produzem, mas nem me passa pela cabeça a idéia delas arranjarem uma outra beta! Eu totalmente morreria de ciúmes!! >/ Elas são minhas autoras e EU quero ser a primeira a ler suas histórias!!

Entre outras coisas...

Até esse final de semana tinha medo que descobrissem o quanto sou egoísta e não me vissem mais pessoa que todos me consideram. Mas estabeleci como uma das minhas metas (entre as alcançáveis, pelo menos!) para "Parar de Sofrer a Toa" por para fora também essas coisas que, para começo de conversa, foi o motivo de eu ter criado o blog... Então aí está!

E se tenho alguma coisa para dizer em meu favor para tentar me desculpar de tudo isso, é afirmar (e vocês podem ter certeza!) que o que fiz e faço é sempre por amor...
*.*

Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

Filas e Caretas

Disclaimer: é claro que não ficou nada pequeno! ahuiahaiuaha Obviamente que eu escrevi muito mais do que tinha imaginado, mas tudo bem mesmo assim! Hmm... se você é ou conhece um "atendente de guichê", esse texto pode não agradar muito. (Juro que naõ quis ser preconceituosa! XD )

Tudo bem, eu concordo que segunda-feira de manhã não é o melhor dia para se estar de bom humor. Mas também não justifica o mau-humor de algumas pessoas!! Quer dizer, é claro que é um saco acordar cedo e ter que ir trabalhar - geralmente, em algo que não chega nem perto de dar "realização profissional" - e ficar atentendo gente idiota que faz pergunta besta o tempo todo. Mas, sabe, o que essas pessoas consideram "perguntas bestas" - e fazem esses maravilhosos e prestativos atendentes olharem com aquela cara de desprezo para gente antes de responder - pode REALMENTE não ser tão óbvias para quem não trabalha ali!! ¬¬

O caso é que, hoje de manhã, uma segunda-feira tão insolarada que é quase uma miragem depois dos dois dias com cara de dilúvio bíblico que foi esse final de semana, eu fui até o setor de Perícias Médicas do Estado. EU estava ali apenas para conseguir o meu - terceiro!! - laudo de ingresso (todo ano é a mesma coisa!), mas em geral quem vai lá é para conseguir o laudo para a liberação de licenças médicas e coisas assim. Ou seja, ou as pessoas que estão lá esperando para serem atendidas estão operadas, acidentadas, ou meio lelés-da-cuca... E eu nunca vi uma raça mais mau-humorada, sádica e com prazer em não ajudar em nada do que "atendente de guichê".

Seja em banco, loja, ou qualquer outro lugar é sempre assim. MAS quanto mais urgente é a questão (como o caso de atendentes de médico, por exemplo!), mais "não-prestativas" (não é o caso de chamar de "imprestáveis", porque ela até fazem o que tem de ser feito, mas no ritmo e humor DELAS!) elas são! Eu queria deixar de lado tudo o que eu presenciei lá e chegar logo na pequena teoria que eu desenvolvi, mas eu realmente não consigo deixar as coisas sem explicação... Como exemplos da boa educação e disposição das atendentes vou colocar algumas frases e atitudes simpáticas da parte delas para as pessoas que estavam ali, incluindo eu mesma (com algumas explicações necessárias):

(Assim, só explicando um pouco da dinâmica do lugar, para ter uma idéia de quantas interações são necessárias com essas magníficas profissionais: você tem de marcar a perícia com alguns dias de antecedência, levando todos os documentos necessários. Se estiver faltando uma cópia autenticada que seja do estado clínico da sua unha do pé, esqueça, você terá que voltar outro dia porque elas "não vão aceitar documento falntando porque é mais trabalho para elas terem que procurar o seu prontuário depois só para colocar o tal documento que tava faltando!". Aí, você marca e volta lá no dia marcado para a perícia. Passa no guichê para pegar a senha para o médico que vai "atender" você, senta e espera.

Ai chegam os médicos - cada um com seus horários próprios que totalmente independem do horário em que a sua perícia foi marcada. Se você tiver sorte, você espera menos de 2 horas-. Têm apenas dois médicos lá, que dividem o número de laudos a serem liberados entre eles - 5 ou 6 cada um! - e chamam as pessoas pelo nome, olham meio de lado para sua cara, perguntam o seu nome, por que você está ali, carimbam as três vias e mandam você embora. Ai você volta para as atendentes atenciosas carimbarem mais alguams vezes as três vias assinadas pelo médico que nem lembra mais o seu nome, pega uma dessas vias e fim. Simples assim.)
Logo que eu cheguei eu ouvi:

"Médico Fulano chegô! quem fô passá cum eli já vai ficano na fila!" - com voz bem educada e gentil, para as pessoas que já estavam lá.

(Fui para o guichê e peguei minha senha - n. 4, como o médico que não tinha chegado ainda.)

"O, dotor você vai libera aquela guia da "fala-nome-de-sei-lá-quem" hoje ou vai enrola mais um dia?" - berrando do guichê para o médico dentro do consultário na frente de todo mundo.

"A guia já tá aqui? Eu já falei que tem que ter a guia! Você foi pegar a guia?!" - o médico responde, também berrando, de lá de dentro.

Eles continuam uma discussão aos berros assim por mais alguns minutos, até que ela sai reclamando para buscar a tal da guia falando assim:"Por isso que EU quero licença, fica aqui vai deixa eu loca ainda!"

Ai ela dá a volta e sai do guichê, na porta ela encontra com uma moça que tinha acabado de chegar e cai no erro de pergunta para ela se era ali que agendava as perícias. Ela só falou: "É", mas olhou com cara de quem queria dizer "que você acha, sua burra?!"

E enquanto essa agradável estava fora a outra ficou tomando conta da fila do Médico Fulano, para não atrasar. Aí o número 4 do doutor Fulano não estava lá, e ela ficava chamando: "número 4 do doutor Fulano, cadê o número 4?". Ai ela olhou para todo mundo que estava lá para tentar descobrir quem era o ser obtuso que estava dificultando o trabalho dela em fazê-la chamar duas vezes a mesma pessoa. E deduziu que tal pessoa só podia ser a idiota que estava lendo um livro em vez de prestar a atenção na fila, ou seja, EU.

"Você aí! Que número você é?" - ela perguntou para mim.

"Quatr..." eu comecei a responder.

"Você não tá ouvindo eu chamar, não?!" - ela retrucou antes que eu terminasse de falar.

"O meu é com o doutor Siclano e não com o Fulano" - eu expliquei, voltando a ler o livro, enquanto ela ainda chamava o "maldito do 4 do doutor Fulano".

( para o bem dessa pessoa eu espero que ela não tenha aparecido lá e falado algo assim: oi, eu sou o 4 do doutor Fulano. Precisei ir no banheiro um pouco porque minha operação na bexiga não deu muito certo e as vezes a sonda fica saindo do lugar e ai vaza sangue por todo lado..." porque ela ia receber uma resposta bem mal educada por ter feito o médico esperar tanto tempo simplesmente por nada.)

Ai eu continuei lendo, o outro médico chegou e logo eu fui atendida. Antes de sair com a minha via carimbada zilhões de vezes, eu ouvi mais uma pobre indefesa criatura ser ameaçada pelas temíveis atendentes do guichê. Mas nem prestei muita a atenção porque eu já estava atrasada. só sei que tinha alguma coisa a ver com o fato da cidadã ter perdido o prazo de cinco dias CORRIDOS e não cinco dias UTÉIS para fazer o requerimento da licença que ela queria tirar porque tinha fica internada... Coisa que, vocês podem imaginar, elas acharam inadimissível.

Saindo de lá, eu ainda tinha de passar a UNIMEP entregar o último documento da inscrição do curso de pós. E vocês podem imaginar que o meu bom humor havia sido um pouco afetado pela atmosfera de amizade e carinho na qual eu havia ficado imersa por quase 2 horas, então imaginem a minha felicidade quando vi uma fila IMENSA na porta do departamento que eu precisava ir. E eu só ia entregar UM DOCUMENTO. Todo mundo da minha frente tinha que apresetar ficha de inscrição, mil documentos com autenticação e revisão dos originais e blábláblá, tudo aquilo que eu já conhecia da época da graduação.

Ai eu sentei um pouco para ver como a fila estava andando, talvez não estivesse demorando tanto assim... Estava. Em 30 minutos, UMA ÚNICA pessoa tinha sido atendida. Então eu achei por bem ir perguntar para ter certeza de que eu não precisava ficar na fila só para ENTREGAR um documento... E então eu vi que só tinha 2 atendentes para toda aquela gente e que elas pareciam tão gentis e educadas quanto as outras... E tudo o que eu queria era uma informação!!
Falei com a mulher que era a primeira da fila, expliquei que só queria uma informação e pedi para fazer isso assim que uma das duas atendentes ficasse livre. E fiquei lá esperando até isso acontecer.

Quando uma delas finalmente terminou de conferir até a cor da cueca do pai do cara (obviamente, autenticada e revisada com o original!) que estava sendo atentido no momento, eu me aproximei. Ela olhou para minha cara e falou: "Só um minutinho, já volto!" - e começou a se dirigir aquela porta (sempre tem uma porta!) pela qual os atendentes entram quando não querem atender você e ficam lá minutos sem fim fazendo sabe-se-lá-o-que (tomando café, batendo papo, fazendo as unhas, etc) enquanto você espera (im)pacientemente para ser atendido.

A diferença é que, quando ela falou isso, eu devo ter feito uma careta tão grande, mas tão grande - quem me conhece sabe só de me observar por alguns minutos que às vezes os músuculos do meu rosto simplesmente me traem na maior e fazem caras que eu em sã consciência não gostaria que as pessoas vissem - que a mulher voltou (com cara de medo misturada com surpresa) e falou: "Hãã... tá bom! Pode vir!". E eu comecei a rir, muito. Ai quando eu cheguei perto (ela ainda estava olhando para mim como se achasse que eu era capaz de pular o balcão e correr atrás dela), eu avisei que só queria uma informação e que a cara que eu fiz (não adiantava ela negar que não tinha sido esse o motivo dela ter voltado, então ela nem se deu ao trabalho) era apenasa de frustração porque tinha muita gente lá fora e eu só queria uma informação.

Perguntei o que eu precisava e realmente era só entregar, então ela pegou o documento anotou o meu RA e o número de inscrição, ainda olhando meio assustada para mim. Antes de sair eu pedi desculpa para ela, explicando mais uma vez que eu não ia bater nela nem nada e que só fiz aquela cara porque realmente "tinha muita gente lá fora e eu só queria uma informação"... Ela me deu um sorriso meio duvidoso e correu para a tal porta antes que o próximo da fila olhasse para ela com o mesmo olhar mortal que eu devo ter feito. Fui embora com muito dó dela por ter achado que ela era igual as outras atendentes "gentis e prestativas"e pensando no poder das caretas...

E tive a idéia para esse post que não tem quase nada sobre caretas e nem filas, mas que me fez pensar: será que todos os atendentes tem medo de careta? Por que TODAS às vezes que eu precisei de uma informação ou de algum serviço de atendentes, fui a mais simpática possível e sempre levei patada e fui mal atendida. No dia em que eu fiz careta recebi o atendimento rapidinho e talvez ganhasse até um cafézinho se não tivesse rido na hora... Quem quiser testar a teoria, sinta-se a vontade! Chegue com toda a educação e tente conseguir o que quer, caso não consiga, deixe a educação de lado e faça uma carranca bem má quando o atendente não quiser atender você. Se ele mudar de comportamento, fica comprovado que atendentes tem medo de cara feia!
XD

PS: fico esperando pelos resultados, porque não pretendo precisar ser atendida tão cedo...
Hehehe...

Blah! ¬¬

Em primeiro lugar, eu queria pedir desculpas para quem estava acompanhando o "Guia do Carnaval sem $" - como se eu realmente tivesse um público muito fiel... hiauhaiuah mas não custa sonhar!! - porque eu realmente não fui capaz de terminá-lo... (por mais que eu deteste abandonar um projeto que comecei! - me sinto extremamente frustrada quando isso acontece!! >/) Mas as duas últimas semanas foram uma loucura total e eu não dei conta de me lembrar do feriado de 3 semanas atrás!! Então, qualquer dúvida mais pontual, eu sugiro que os interessados em "passar o Carnaval sem $" perguntem! hauiahiuahai

Adianto que o "Requisito Essencial" - que seria a maravilhosa conclusão que eu estava bolando para o último post, mas que agora vai perder toda a profundidade emocional que eu havia previsto - é ter um grupo de amigos maravilhosos como os meus! Não importa - muito - onde você vai, se você tem ou não dinheiro... desde que você tenha as pessoas certas com você! Por isso que eu amo tanto cada um dos meus melhores amigos - com todas as suas manias e loucuras!! Porque ao lado deles, tudo vale a pena!

(Mas eu realmente espero que todos nós tenhamos dinheiro o suficiente para ir viajar ano que vem! Porque não foi nada fácil aguentar esses 5 dias!! huaiuahaiu)

Bom, em segundo, eu queria reclamar com meu anjo da guarda que vem fazendo seu serviço bem demais e até agora eu não consegui me machucar de maneira engraçada nenhuma vez desde que comecei este blog! ¬¬ Quer dizer, eu fiz um BLOG para dividr com todo o mundo sobre a falta de atenção dele em algumas situações da minha vida e até agora não aconteceu nada!! Não que eu goste de ficar de 2 meses em casa de repouso, por ter caído de moto, ou de cavalo, ou a pé mesmo e tudo mais... Só que, afinal, eu preciso de material para escrever!! Acho que a minha iniciativa realmente deu um "se toca!" nele... Sinceramente, espero ele não tenha se encrencado com o Anjo-superior-dos-anjos-da-guarda e tenha sido castigado com horas extras de serviço diante da acusação de negligência!! O coitado já trabalha demais...

Em terceiro, enquanto os acidentes não aparecem (Jesus! Que tipo de pessoa doente escreve uma coisa dessas?! õ.Ô) Eu vou continuar a falar de outras coisas... tenho alguns posts em mente, mas que nunca viraram textos porque eu achava que eram coisas muito pequenas para serem tratadas aqui. Mas, como eu realmente preciso reduzir o tamanho dos meus textos, porque é o fato de eles serem tão grandes que fazem com que eu não de conta de seguir com os projetos iniciados, eu vou dar vazão a essas inspirações momentâneas e - para a satisfação de alguns - tentar dar a luz a pequenas crônicas do meu cotidiano...
XD

Daqui a pouco, uma pequena - eu acho que vai ser pequena, mas tenho que terminar para ver! - reflexão sobre "filas e caretas"...Aguardem!

bjos!

Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008

Continuando...²

Disclaimer: Este texto é continuação dos anteriores. Não fará muito sentido se você não ler na ordem certa! XD

Continuando:

Eu sei que prometi para dias atrás continuação, mas nem deu... =/ Foram dias corridos demais! (Não que hoje não tenha sido, mas enfim...)Então vamos dar continuidade ao guia do Carnaval sem $. XD

Dia 3 - Sábado

Durma até o mais tarde que você conseguir. Ignore todas as tentativas dos seus pais e das suas irmãs de acordar você para almoçar. Continue dormindo até quase 2 horas da tarde. Quando todo mundo da sua casa já tiver desistido de chamar você e já tenham até saído para almoçar SEM VOCÊ, finalmente acorde. Preferencialmente morrendo de fome. Vasculhe a casa em busca de comida rápida e prática. Não encontre. Conclua a aparente falta de comida é o motivo para todos terem ido comer fora. Fique ligeriamente de mau-humor. Faça um lanche com o pão do café-da-manhã da sua família e mais alguns ingredientes encontrados na geladeira, como hamburguer, presunto e queijo. Passe a tarde na Internet fazendo abusolutamente nada.

Lembre que apesar de não ter tido reunião do Crisma naquele sábado, isso não isentaria de comparecer a missa. Convide seus amigos - o Conrado que nunca viu um padre na vida e a Tamires faz tempo que quer ir na missa - para ir a missa com você. Programe os horários. Combine com o seu amigos - que não sabem onde fica a igreja que você frenquenta - para eles virem buscar você. Cinco minutos depois, atenda o telefonema desse seu mesmo amigo. Aceite o convite dele para vocês irem tomar sorvete antes da missa, mas sempre lembrando que que vocês não podem chegar atrasados. Presuma que, uma vez vocês vão ter de ir direto da sorveteria para a igreja e que seu amigos não sabem chegar até lá sozinhos, que então eles viriam buscar você ANTES de ir para a sorveteria que fica do outro lado da cidade, já que não faz muito sentido você pegar a sua moto, ir até lá, tomar sorvete, voltar para casa, guardar a moto para, enfim, irem para a igreja.

Fique pronta - milagrosamente - no horário combinado. Espere dez minutos a mais a partir do horário combinado que o seu amigo deveria ter vindo buscar você. Continue esperando por mais uns quinze minutos. Espere mais 10 minutos e depois atenda uma chamada do seu amigo no celular. Quando ele perguntar, exasperado, onde você está que não está lá na sorveteria, responda, educadamente, que você ainda está na sua casa esperando ELE PASSAR PARA BUSCAR VOCÊ! Escute ele reclamar que não era esse o combinado. Insista que era sim! Deixe mal entendido para lá porque, nesse ponto, vocês já vão estar em cima da hora. Fale para ele vir buscar você logo se não vocês vão chegar atrasados e explique que você não gosta de chegar atrasada!!

Assim que desligar o telefone, lembre que a casa do seu amigo fica a apenas cinco quarteirões da tal sorveteria, enquanto a sua casa fica a mais de dez quilometros. Conclua, obviamente, que esse foi o motivo pelo qual ele achou que você iria para lá sozinha, já que seria muito fora do caminho ele vir buscar você. Ignore este conhecimento durante o resto da noite e continue fingindo que está reclamando por não ter ido tomar sorvete quando ele chegar na sua casa.

Vá dando as direções para o seu amigo chegar até a igreja. Cumprimente alguns dos seus outros amigos que estiverem lá fora. Entrem e fiquem discutindo em qual lugar vocês vão se sentar. Achem um banco que não esteja lotado, que não bata sol e que seja na "bem na frente". Espere que a missa comece. Explique para o seu amigo que aquele que está falando não é o padre, é o comentarista e que o padre ainda nem entrou no altar. Tente fazer os seus amigos se levantarem quando o comentarista perguntar se tem alguém visitando a paróquia pela primeira vez. Insista, apesar da negação deles. Ameace denunciá-los, apontando-os como visitantes. Pare de ser chata e aceite que eles não querem e pronto. Quando a procissão de entrada começar avise ao seu amigo que aquele sim é o padre. Quando seu amigo confundir o padre com o diácono, explique que o padre é o "cara novo de vestido todo branco" - também conhecido como casulo e manto - e não o "velho com faixa de miss" - aka estola.

Supreenda-se quando descobrir que mudaram a liturgia do dia, já que você tinha convidado o seu amigo naquele dia "só porque era um dia normal". Explique a ele que, geralmente, a missa segue rigorosamente as leituras e orações do folheto, mas que excepcionalmente naquele dia tudo mudou. Continue explicando, na medida do possível, as partes e os significados da missa, mesmo que coisas diferentes - como uma super procissão com todos os presentes logo na entrada - estejam acontecendo naquele dia. Contenha-se para não rir da confusão que o seu amigo faz com os tradicionais sinais usados durante a missa, uma vez que você não explicou a ele.

Quando a missa acabar, volte para a sua casa. Tente entrar em contato com todos os seus amigos para decidir o que vocês vão fazer. Depois de muita discussão e mudanças de planos, decidam - ou deixe que os outros decidam por você - que vocês vão à casa de um deles, por mais "programa de velho" que isso possa parecer. Espere seu namorado ir buscar você. Vá com ele e com seus amigos até o Pão de Açúcar comprar o combústivel necessário para noite. Interrompa as discussões de dois amigos a respeito de que bebida levar, impedindo assim que eles comecem uma briga séria por nada. Esconda a sua vontade de brincar de pega-pega-sem-correr-entre-os-corredores-do-supermercado, já que não haverá tempo para isso. Depois de mais discussões e semi-desavenças, decidam levar conhaque e licor de chocolate para fazer batida. Esqueçam de comprar gelo.

Finalmente saiam do supermercado. Façam uma parada estratégica na casa do seu namorado para ele jantar a pizza que o irmão dele pediu. Depois que todos os seus amigos aparecerem na casa do seu namorado e também comerem pizza, vocês podem finalmente voltar ao plano inicial e ir para a casa do seu amigo. Descubram que vocês esqueceram o gelo só quando vocês já estiverem fazendo a batida. Tentem beber a batida quente mesmo. Percebam que além de quante a batida está muito forte. Decidam que é melhor alguém ir buscar gelo. Comecem a beber a batida gelada quando seu namorado voltar com um saco de 5 kg de gelo. Passe algum tempo fazendo uma das coisas que você mais gosta: conversar bobagens com seus amigos.

Depois de algum tempo - o necessário para a bebida fazer efeito e começar a dar idéias que vocês não teriam em sã consciência - comecem um jogo para ver "quem consegue segurar uma pedra de gelo grande na mão apertada por mais tempo". Seja a primeira a desistir. Fique de fora do jogo só enchendo o saco de quem ainda não perdeu. Ao final, comprovem que o consenso de que o álcool diminui a dor e o frio é balela já que o vencedor foi o seu amigo que nunca bebeu na vida! Voltem as conversas - cada vez mais sem sentido - anteriores ao jogo. Atinjam o estado alcoolizado que permite a vocês começarem a falar abobrinhas cada vez mais sem-pé-nem-cabeça. Em seguida, partam para o estágio das conversas vergonhosas - aquelas em que você fala coisas das quais prefere que ninguém se lembre no dia seguinte. Depois de mais algumas abobrinhas e vergonhas, decidam que já é hora de voltar para casa, sem ter a mínima noção de que horas são.

Volte para a sua casa, ainda rindo, altamente alcoolizada. Passe mal com o balaço do carro. Vomite na calçada da sua casa. Culpe o pedaço de pizza que você comeu na casa do seu namorado e não o tanto que você bebeu. Entre em casa trançando as pernas. Consiga, sabe-se-lá-como, subir as escadas e chegar ao banheiro. Dê conta - precariamente - de suas necessidades fisiológicas e higiênicas. Finalmente vá para o seu quarto, resmungue sozinha ao tentar colocar o shorts do pijama pela cabeça, acordando sua irmã. Desista do shorts do pijama e coloque só uma camiseta comprida. Despenque na cama e durma o sono dos justos até o dia seguinte.
XD

~~~~~*~~~~~

Tudo bem que isso já foi mais de uma semana atrás... aiahiuahiuaha mas eu não desisto de uma empreitada quando a começo! Aguardem ainda o Domingo, Segunda e Terça!

Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008

Continuando...

Disclaimer: Este texto é continuação do anterior. Não fará muito sentido se você não ler na ordem certa! XD

Bom, na quinta-feira a noite, teoricamente, o Carnaval ainda não tinha começado, mas nós continuamos discutindo as opções para os dias seguintes enquanto comiamos pedaços e mais pedaços de pizza. Uma beleza que o ambiente estivesse tão agradável com todas aquelas crianças correndo e gritando - numa média de 2 crianças pestes e mimadas para cada adulto irresponsável e mimador. Mas tirando isso, e o fato de que um dos garçons evitava servir o que o Felipe pedia, tudo correu bem. XD

Então vamos para o dia seguinte do nosso "Guia".
(que bom que você está acompanhando, Just! Assim quando você vier para cá, você já sabe como se virar no Carnaval! ;P)

Dia 2 - Sexta-Feira.

No primeiro dia oficial do Carnaval, o importante é não perder o pique antes mesmo de ele aparecer. Então a gente tinha que aproveitar bem, já que é dado comprovado científica e estatisticamente que o gráfico de diversão em todas as nossas programações constitui-se de uma P.A. decrescente. Ou seja, se a gente se diverte X no primeiro dia, no segundo é X-1, no terceiro X-2 e assim por diante. Então, resumidamente, X tem que ser igual a "muito", pra começo de conversa...

Então, torne a mobilizar todos os seus amigos para a programação já previamente combinada no dia anterior, para que nenhum deles se esqueça ou tente mudar de idéia. Tente evitar que o chat-email do dia descambe para assuntos paralelos como "vamos no cinema assistir 'O Caçador de Pipas'?", "Ah, eu quero dormir!".... e, de maneira nenhuma pergunte - ironicamente - "eh? e o que mais vc quer?", porque isso pode totalmente tirar a conversa do rumo já que cada um tem uma idéia diferente do que faria se ganhasse na Loteria - mesmo que a gente já tenha falado sobre as possibilidades zilhões de vezes!.

Agradeça a oportunidade e aproveite a deixa quando alguém com mais senso que você trouxer o assunto realmente importante em pauta de volta para o centro da conversa. Atenha-se a mais dados concretos e importantes a respeito da programação como local, horário e preço - já que estava todo mundo sem $ -; e não em banalidades como discutir que você não pararia de trabalhar mesmo que ganhasse milhões na loteria, mas que com certeza tiraria férias de 6 meses, no mínimo.

Releve a digressão sobre a sua escrita estar causando confusão quando você escreve "Tah/tah" - já que ninguém entende se é tah de "tá bom" ou Tah de Talita... mesmo que você argumente que usa Tah, com letra maiúscula, toda vez que for Tah de "Talita", saiba que é pura implicância!. Interrompa as respostas tão (não) delicadas do seu namorado para a sua amiga que ficou perguntando o horário, várias vezes. Uma vez acertado os detalhes como nomes completos a serem colocados na lista VIP - porque, afinal de contas, nós somos amigos da banda, ora bolas!.

Depois de muita discussão - no chat-email, no MSN e no telefone -, combine com seus amigos para às 10 horas na frente do novo bar. Chegue lá só depois das 11 e descubra que 3 deles não vão aparecer e que deram desculpas como "estou cansado" e "não tenho dinheiro". Bufe, várias vezes, de indignação. Reclame dos amigos furões com os amigos presentes. Reclame mais ainda quando ver que o bar ainda não abriu e segure o riso quando o segurança avisar que ele abre em 9 minutos - não em 8 nem em 10, em 9!.

Volte para a B.O. - a rua mais alcoolizada da cidade que, por acaso, era virando a esquina - e não se conforme com o ínicio de noite que vocês estão tendo. Continue reclamando até alguém mandar, gentilmente, você calar a boca. Não cale. Procure por informações mais confiáveis a respeito do show com um outro amigo não-presente e não-furão. Descubra que ele está a 15 metros de distância sentado num bar vizinho. Perca - temporariamente - sua amiga no caminho e enquanto sua amiga-pop socializa pelo bar caro, atravessem a rua, e vão até o "Pileko, the little one" e peçam um Diesel - bebida pirotécnica que vocês costumavam beber a noite toda e agora não aguentam mais - e quase passem mal com ela.

Lamente, com nostalgia, o tempo em que você bebia 6 desses numa noite. Compre uma cerveja gelada para tentar ajudar a esfriar a sua garganta. Atenda a ligação desesperada da sua amiga que acha que vocês fugiram sem ela. Tranquilize-a de que vocês só atravessaram a rua. Voltem ao bar inicial - muito mais do que 9 minutos depois - e fiquem na fila. Descubram que as pessoas na sua frente não estão realmente na fila, só estão ali paradas perto da porta sabe-se-lá-porque.

Entrem, finalmente, no bar. Esperem algum tempo enquanto outras pessoas cheguem já que vocês estão entre os 10 primeiros desesperados a entrar. Esperem mais um pouco, até a banda do seu amigo resolver começar a tocar. Quando eles começarem, vá até a frente e cante todas as músicas próprias deles com muito entusiasmo e deixe todo mundo do seu lado espantado por você conhecer as músicas.

Em resumo, beba, dance e cante por algumas horas, aproveitando também as outras bandas a se apresentarem depois da do seu amigo. Vá ao banheiro quando for necessário. Ria quando seus amigos quebrarem o ralo (sic! Juro que tinha um ralo lá! ¬¬haiuhaiuah) do salão. Ria mais quando eles tentarem esconder o ralo quebrado do segurança e evitar que alguém com salto agulha pise lá. Só vá embora quando seus pés doerem, seu (pouco) dinheiro tiver acabado e a música estiver ligeiramente chata, perto das 4 da manhã. Vá embora feliz da vida, achando que, apesar de tudo, foi um bom começo de Carnaval.

~~~~~*~~~~~

mais amanhã!
XD

Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008

E, finalmente, acabou o Carnaval...

Disclaimer: hmm... esse texto é um pouco longo, não tanto quanto o outro, mas é um pouquinho comprido... pode não fazer muito sentido para quem gosta do Carnaval... e fala do MEU Carnaval, então algumas piadas internas podem ser perdidas por quem não teve a honra de passar os últimos 5 dias em minha ilustre companhia! XD haiuhaiua

Em primeiro lugar, é meio chato ter que admitir isso - principalmente quando eu tenho até leitores internacionais acompanhando o blog, né Just? XD -, mas o brasileiro é um povo meio estranho - ou talvez seja eu que sou estranha, mas deixa pra lá... Acabamos de passar o feriado mais esperado e celebrado do ano, os cinco dias que praticamente regem todo o calendário brasileiro: o Carnaval. Para mim, é simplesmente inacreditável o quanto algumas pessoas se empenham para "aproveitar" ao máximo esse período. E o quanto esse "aproveitar" é extremamente subjetivo!

Para mim, aproveitar o Carnaval é usar os 5 dias de folga como um feriado prolongado, indo viajar para praia, ficando com meu namorado e com meus amigos. Ok, eu até admito que não é exatamente como qualquer outro feriado prolongado, já que eu gosto mesmo é de ir para Ilha Bela, lugar que não dá para ir a qualquer época do ano e que definitvamente não é uma praia como outra qualquer. Mas ainda assim, não é o período de Carnaval que deixa tudo tão especial. As praias lindas continuam lá em qualquer época do ano, as cachoeiras e trilhas também.

A diferença é que, no Carnaval, a gente se permite a "extravagância" de viajar 5 horas de carro, pegar mais umas 3 ou 4 horas de fila na balsa, pagar mais caro por tudo o que se pode imaginar porque, afinal de contas, é Carnaval! (Alguém já percebeu como isso simplesmente não faz sentido?! O.o O problema é que ninguém, já que é Carnaval mesmo...) Tá bom que mesmo a gente saindo de noite para ver os blocos na rua principal - que são muito animados por sinal - e apreciando os desfiles na televisão - mas só um pouquinho porque eles demoram muito!! Os compactos do outro dia são muito melhores, né Conrado? -, não é isso que faz o Carnaval ser o melhor feriado de todos, pelo menos não para mim.

Prova disso é que esse ano, em que a falta de grana assolou impiedosamente toda a população feminina - eu, Talita e Tamires - da nossa turma (by bósso!) e não deu pra gente ir viajar, mesmo assim o Carnaval não foi um desastre total - tudo bem que alguns dias chegou perto do "parcial", mas "total" não!. E por quê? Porque não é o feriado ou o lugar onde estamos que realmente importa, mas o tempo livre que temos e as pessoas com que o aproveitamos (que piegas isso! aahiauhaiuah Mas tá valendo!). Então vamos a um breve - ahiuahaiuhaiu - relato do nosso glorioso Carnaval.

Aliás, vou fazer melhor, ahauiahiuahai, vou fazer um "guia" de como aproveitar o Carnaval mesmo estando sem $!!
(e postar por partes para não ficar muito looooonnnnnnngooooo, haiuhaiauha)

Dia 1 - quinta-feira:
Mobilize todos os seus amigos disponíveis no chat-email do dia para os planos do Carnaval. Insista, mesmo que alguns deles reclamem dizendo que estão ocupados trabalhando de verdade, enquanto você dorme até as 11 da manhã todos os dias. Continue insistindo mesmo que os outros tentem desviar o assunto para o super-interessante (e nojento!) fato de terem inventado um Hamburguer Enlatado (link: http://gizmodo.com/350091/cheeseburger-in-a-can-is-both-the-best-and-worst-thing-ive-ever-seen ). Permaneça firme, insistindo e tentando manter o foco da conversa, mesmo quando sua amiga super-magra-e-bonita fale que não vai a pizzaria com vocês naquele dia porque precisa emagracer (enquanto você, que está váriossss quilos acima do seu peso, vai mesmo assim! Com peso na consciência, mas vai...).

Dê uma pausa para todo mundo reclamar e encerar os vários assuntos tratados pois, caso contrário, ninguém vai prestar atenção no que você está tentendo dizer - escrever!. Entre nas discussões e aproveite para dar umas boas risadas com outros assuntos paralelos que tratam de tópicos como "roncos de familiares e o quanto eles contribuem para aumentar a impossibilidade de se dormir bem nos dias de hoje", "o valor absurdo cobrado por algumas pizzarias de R$50 por bebida", "os problemas intestinais alheios", "táticas infalíveis -exatamente como os planos do Cebolinha - para emagrecer", e etc etc etc.

Continue esperando e insistindo até que alguém perceba a sua motivação e lhe dê alguma atenção. Aí então finalmente comecem a discutir as possibilidades VS. as objeções:

- ficar em casa, dormir e assistir filmes VS. os 5 dias?! Nem pensar! "coisa de velho"... etc etc status: REJEITADO

- ir para Agúas (de São Pedro) - seguido de uma longa digressão sobre certas pessoas xiliquentas por água - VS. ninguém fez objeções, mas também ninguém apoiou... status: STAND BY

- Ir um dia para o Thermas VS. "fique shiu e pare de quer gastar mais dinheiro!" status: SUMARIAMENTE REJEITADO

- na sexta-feira, ver o Max (a e banda dele - haiuahiauhiau) tocar num bar novo na cidade e decidir o resto depois VS. "quanto é? Eu estou sem $! Eu acho que a gente come demais e gasta demais..." status: APROVADO

Após a aprovação da programação para a Sexta-feira de Carnaval, volte aos assuntos anteriormente citados até a hora em que todos - menos a Talita que não queria engordar - se encontrarem na pizzaria.

~~~~~*~~~~~
mais daqui a pouco!
;D

Domingo, 27 de Janeiro de 2008

More than words...

Andando no shopping agora a noite eu ouvi de uma estranha que cantava num bar - ok, não tão estranha porque eu conheço el de vista, ela é bolsista da Biblioteca da Unimep, o nome dela é Gabriela, ela vende trufas e canta - as palavras que tanto me apertavam o peito:

More Than Words

Saying 'I Love you' is
Not the words I want to hear from you
It's not that I want you not to say
But if you only knew
How easy it ever be to show me how you feel

More than words
Is all you have to do to make it real
Then you wouldn't have to say
That you love me cause I'd already know

What would you do if my heart was torn in two
More than words to show you feel
That your love for me is real
What would you say if I took those words away
Then you couldn't make things new
Just by saying I love you


More than words
Now that I've tried to talk to you and make you understand
All you have to do is
Close your eyes and just reach out your hands
And touch me hold me close
Don't ever let me go

More than words
Is all I ever needed you to show
Then you wouldn't have to say
That you love me cause I'd already know
What would you say if I took those words away
Then you couldn't make things new
Just by saying I love you


Porque as vezes palavras não são suficientes!
=~~

A melhor história que já existiu...

Disclaimer: Este texto é longo – talvez longo até demais, eu admito -, o que pode fazer você precisar de paciência para conseguir lê-lo por completo. Ele também traz aspectos da minha fé católica, então pode não interessar para algumas pessoas. Leia por sua própria conta e risco. (tchan-ram! Quem vê pensa, né?! hauiahiauhai Mas pelo menos eu avisei...)

Este texto está uns dias atrasados porque toda a "inspiração" dele ocorreu no meio da semana, mas demorou um pouco até eu para encontrar um “fio” condutor que ligasse os eventos que eu queria relatar. Foi, de certo, uma semana atípica e caminha cada vez mais para um desfecho incomum. Tentando ser um pouco menos confusa do que eu posso ser, comecemos do começo: quarta-feira (dia 23/01).

A minha quarta-feira começou logo cedo com a minha maneira mais preferida de favorita para acordar: com o maldito telefone tocando sem parar! >/ Quando tocou a primeira vez, eu resolvi ignorar e pareceu funcionar porque ele parou. Parou pelos segundos necessários para me fazer achar que tinha parado e depois obviamente voltou a tocar. Tocou, tocou e quando parou de novo eu já sabia o que aconteceria a seguir: ele voltaria a tocar. E é claro que voltou. Então eu me resignei (uma ova!) e me levantei para atendê-lo, muito mais educadamente do que eu realmente gostaria.

Como sempre, uma vez fora da cama dificilmente eu consigo voltar para ela - por mais quentinha e acolhedora que ela seja -, mas eu estava definitivamente inclinada a fazer essa tentativa. Provavelmente teria conseguido se não fosse o interfone tocando. Como eu disse, um dia inspirado. Bom, e lá fui eu, com toda a minha boa vontade - além da minha calça de moleton azul 5 cm mais curta na canela, meu moletom velho do Taz e minhas meias de dedinhos listradas -, atender o porta.

Não eram nem 9 horas da manhã, quem poderia ser a essa hora, assim tão cedo?! Eu nem precisava ter perguntado. Só há dois tipos de pessoas inconvenientes nesse tanto: vendedores e certos religiosos. Bom, eu realmente não estava precisando de guardanapos, já que eu e minha irmã fizemos anos de aulas de pintura em guardanapos e tempos panos de prato suficientes até para montar o nosso enxoval. Umas duas vezes, se fosse necessário. Usei de toda a educação que a maneira abrupta com a qual fui acordada permitia e dispensei o vendedor.

Como eu devo ter levado uns 40 segundos para não mandar o vendedor para o lugar que uma certa mulher de caráter duvidoso deu a luz, dizendo educadamente que eu não estava interessada em guardanapos com vaquinhas e patinhos - e nem a minha mãe e nem a minha tia ou qualquer outra mulher da minha casa -, ainda não era 9 horas. Então fui tomar café da manhã. Bom, televisão de manhã é uma coisa maravilhosa como todos sabem e eu comecei a assistir um documentário num canal que eu não vou conseguir lembrar nem que esta seja a minha chance de 1 milhão de dólares.

O documentário falava sobre a vida de C.S. Lewis, criador dos livros Crônicas de Narnia, e da similaridade da obra com alguns fundamentos da fé cristã, mostrando como a descoberta da religiosidade influenciou na escrita dos livros. Eu, que já li os sete livros e considero que conheço um pouquinho da fé cristã, já tinha percebido a interessante metáfora da morte de Aslan – o auto-sacrifício de um inocente em troca do perdão de um traidor – mas foi realmente interessante ver como o autor – ou melhor, o ator que representava o autor com base numa bibliografia dele – afirmava que a religiosidade tinha entrado na vida dele e mudado a sua perspectiva de vida.

Eu estava bem concentrada quando o documentário tratava da morte da esposa de Lewis e relatava o profundo desagrado do autor com os “desígnios de Deus” para vida dele quando o interfone tocou novamente. E não era outro vendedor. O que me limita o tipo de pessoa inconveniente tipo 2. Aqueles que são muito mais difíceis de dispensar. Não adianta você falar que você já tem o “produto” que eles querem vender, ou seja, que você já tem a sua própria religião e é firme e feliz nela. Isso só faz eles insistirem mais ainda. E também não adianta você falar que não tem religião e que não liga para nada disso. Eles não desistem de maneira nenhuma.

Uma vez eu até tentei dizer que eu fazia parte do Espiritismo ou do Candomblé, porque me disseram que eles morrem de medo dessas coisas e que me deixariam em paz, mas óbvio que isso só deu certo para a pessoa que me deu o conselho, porque comigo só piorou tudo. Enfim, isso aqui já está bem grandinho - e eu tenho um outro post em mente a respeito de "pessoas inconvenientes" - e eu não cheguei onde eu queria ainda, então vou pular os 40 minutos que eu perdi do documentário da vida do C.S. Lewis ouvindo leituras do Antigo Testamento dizendo que Deus é mau e vai castigar tudo mundo - com toda a educação e dedicação que vocês sabem que eu tenho - e partir para o que realmente marcou meu dia.

Quando voltei para a sala o documentário já estava acabando e C.S. Lewis aparentemente já tinha feito as pazes com Deus, pelo o que eu consegui acompanhar dos 5 segundos finais do programa. E por mais que eu não concorde com a visão que me foi pregada à porta de casa, falar de Deus é uma coisa importante para mim e só naquela manhã eu já tinha ouvido Dele em duas situações diferentes. Aí eu estava me sentindo meio estranha, aquela sensação que ainda falta alguma coisa... E eu descobri logo o que era.

Zapeando pelos canais da tv, parei na HBO quando vi a chamada de “A Seguir”. Não tinha mais nada para assistir mesmo, pelo menos ali eu poderia pegar um filme desde o começo. E o título me atingiu como um soco no estômago: A história da Natividade. Eu sabia que filme era, embora nunca o tivesse assistido. Eu conhecia a sua história, embora sempre tivesse dado menos atenção a ela do que deveria. E eu me vi grudada no sofá, assim que o filme começou.

Em resumo, o filme tratava dos eventos que levaram ao nascimento de Jesus. Tudo aquilo que o Evangelho de Lucas traz em seus primeiros capítulos e que as diversas montagens de “A Paixão de Cristo” muitas vezes suprimem ou ignoram, partindo só para a vida de Jesus propriamente dita. Bom, não que eu tenha alguma coisa contra, mas eu nunca tinha parado para ver quantos outros envolvidos tinham nessa história. Apesar da atriz que fazia Maria ser meio sem sal para representar aquela que foi chamada de “cheia de graça”, o ator que fez José me pegou fora de guarda.

Lembrar que Maria era apenas uma garota, prometida para um noivo que desconhecia como tantas outras garotas da sua época; que poderia ter sido vendida como escrava caso seu pai não tivesse dinheiro suficiente para pagar os altos impostos cobrados pelo Império Romano; que era submissa a seu pai como uma boa filha deveria ser; mas que mesmo assim assumiu o “sim” de conceber o Filho de Deus sem nem pestanejar. Sem pensar no que seus pais ou seu noivo diriam quando sua barriga começasse a crescer, sem ter medo de ser apedrejada - como era o destino daquelas que entregavam sua "pureza" antes do casamento-, sem ligar para as injúrias e xingamentos que certamente recebeu por continuar usando o manto de cores reservadas para as virgens apresentando uma pronunciada barriga.

Aceitar a tudo isso e muito mais, como fazer a longa jornada imposta pelo recenseamento, ter que dar a luz numa manjedoura e ver seu filho recém-nascido dividir o espaço com animais. Isso para falar só das coisas pelas quais ela passou ANTES de Jesus nascer, porque depois tudo o que ela teve que presenciar foi ainda pior. Mas ela sabia que essa era a vontade de Deus sendo feita, ela foi o primeiro sacrário, o primeiro templo vivo do Espírito Santo. Mas e José? Que viu sua noiva ganhar uma barriga por um motivo o qual ele não teve nenhum envolvimento; que teve que confiar em Maria e na palavra dela de que aquela criança era fruto da ação de Deus; que teve que assumir, criar e educar o Salvador sem ter vivido tempo suficiente para estar presente ao seu primeiro milagre. Também ele foi um exemplo maravilhoso de confiança e dedicação.

E porque eu estou escrevendo tudo isso? Porque eu não consegui acreditar como uma história cujo enredo eu já conhecia conseguiu me emocionar tanto. Relamente a menina-Maria era apática demais para uma mulher que desafiou tanto para ser a mãe do Filho de Deus, mas ainda sim estavam lá as diversas situações pelas quais ela passou, para salvar não a ela própria - tão abençoada e agraciada que não precisaria disso - mas para salvar a nós, entregando anos depois seu filho amado para morrer por nós e ainda por cima nos adotando como também filhos queridos apesar de termos sidos responsáveis pela morte de Jesus. E José que foi um pai exemplar, amando e respeitando a esposa bendita e o filho tão especial, desempenhando com dedicação incansável o trabalho de ser "exemplo" de vida para o pequeno menino que um dia salvaria o mundo.

Meu coração se enche de um amor e de uma afeição tão grandes quando penso nisso que parece que todos os meus problemas são infinitamente menores e que só de pensar em tudo isso eu vou ter forças para passar por o que quer que seja. Saber que Maria me ama tanto quanto amou Jesus e que José é o exemplo de homem, pai e marido que eu gostaria de ver todos os dias na minha casa e na minha vida me dá esperanças. E ter assistido esse filme, cuja história eu já conhecia há tanto tempo me deu forças para passar por outras situações. É sem sobra de dúvidas a melhor história que já existiu e o melhor dela é que - para aqueles que creem - ela foi verdade! E continua sendo até hoje e será eternamente...

E eu adoraria assisti-lo de novo neste exato momento, para que essa esperança não abandonasse meu coração!

Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008

Apresentação - A Saga do Template

A idéia inicial desse blog - como bem (ou não!) ilustra o seu título - era publicar algumas histórias engraçadas da minha desastrada vida cotidiana, sempre tão cheia de acidentes e situações constrangedoras. Acrescidas, é claro, de uma maneira bastante particular de narrá-las que realmente não ajuda muito quando se quer manter um assunto sério.

E foi aí que eu pensei: ok, boa parte do meu tempo eu estou caindo, me acidentando, dando foras e cometendo gafes... MAS e o restante do meu tempo? Eu posso até me considerar uma pessoa engraçada e divertida - e algumas pessoas vão concordar com isso outras não - mas eu não sou apenas uma piada. Eu tenho pensamentos sérios (pelo menos alguns!), dúvidas (muitas!), inquietações (quem não as têm?) e muito mais. E a cada dia mais eu sinto a necessidade de conciliar tudo isso. E cada dia mais eu me sintia frustrada com o fato de não conseguir.

Se eu não fosse tão teimosa, provavelmente citaria Raul Seixas para me descrever, afirmando que sou uma verdadeira "metamorfose ambulante". Se não fosse, é claro, o problema de muitas vezes eu apenas resistir no meu ponto de vista errado e desacresditado - até por mim mesma - só para não "dar o braço a torcer". Mas eu não vou negar que a essência da metáfora do sr Seixas realmente me ajuda a - ao menos tentar - explicar muitos aspectos da minha existência. Porém, para mim, ser uma "metaformose ambulante" não é o mesmo que a famosa música prega. É, na verdade, algo muito mais próximo do literal.

Não que eu realmente troque de cor como um camaleão ou mude aspectos físicos apenas com o poder assombroso da minha mente, por mais que a idéia pareça incrivelmente marvilhosa. Obviamente que não. Mas existe um outro tipo de metamorfose, uma outra mudança ou transformação pela qual eu passo diariamente e até mesmo várias vezes por dia. E são estas as mudanças que me perturbam. E é sobre elas que eu gostaria de falar.

Ser "metamorfose ambulante literal" como eu me considero gera um alto nível de expectativas que, por sua vez, para serem alcançadas, geram altos níveis de estresse. Como conciliar a filha complexada com a estudante aplicada? Como conciliar a namorada apaixonada com amiga inseparável? Uma inteligência - supostamente - considerável com uma fé católica tradicional? A agente de pastoral com a ficwriter que apóia slash e incest?

Dentro de mim gritam diferentes aspectos de personalidade - acho que não cheguei ao problema psiquiátrico de personalidades múltiplas, ainda - , diferentes desejos e anseios que convivem e conflitam constantemente, os quais que eu pretendo expor aqui. Porque escrever, para mim, é liberdade. Escrever é tirar de dentro o que está preso e sufocante, deixando vir a tona o que há de melhor, mas também o que há de pior.

Possivelmente, quem tiver paciência e interesse em acompanhar esta insanidade ao qual eu me propronho vai se surpreender. Em cada uma das esferas sociais que eu freqüento - é, tá bom, como se eu fosse mesmo tão importante! Eu sei!! E não, eu não estou assistindo muito Gossip Girl! - diferentes aspectos se sobrepõem e dominam a face que eu apresento ao mundo. Mas já adianto que eu não acredito que isso possa ser considerado falsidade, vejo apenas como é sobrevivência. Na busca contínua de existir, concessões e ajustes são feitos e agora eu acho que é hora de eu parar de me sentir culpada por eles.

Por isso já aviso que este espaço pretende-se livre de censura - inclindo a minha própria - e antecipadamente alerto que me responsabilizo por uma cicatriz ou outra que eu acabe infligindo à face que você conhece-gosta-detesta-etc. Mas não me odeie ou me julgue por o que ler aqui, eu ainda sou a pessoa que você conhece, só que não apenas ela. Espero que você compreenda - ou ao menos aceite.

Para facilitar, eu pretendo assinar os posts com nomes diferentes de acordo com o aspecto dominante de minha personalidade que o inspirou. Postarei disclaimers sempre que conseguir isolar e nomear tais aspectos, mas não posso prometer. E se ainda assim minha vida cotidiana for minimamente interessante a ponto de fazer você voltar aqui, não esqueça de deixar um comentário, ok? ;D


Bjos

a parte mais neutra de mim,

Samira
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E o que tudo isso tem a ver com o template citado no título do post? Bom, durante 5 dias eu revirei a internet a procura do template ideal para abrigar estas idéias e que combinasse comigo, e é óbvio que não consegui. E, embora ainda não tenha desistido completamente, compreendi que não há um template que consiga conciliar tudo o que pretendo expor aqui - ok, eu sou mesmo melodramática, eu sei!. Não custa esperar e continuar procurando. Totalmente aberta a sugestões!