Disclaimer: é claro que não ficou nada pequeno! ahuiahaiuaha Obviamente que eu escrevi muito mais do que tinha imaginado, mas tudo bem mesmo assim! Hmm... se você é ou conhece um "atendente de guichê", esse texto pode não agradar muito. (Juro que naõ quis ser preconceituosa! XD )
Tudo bem, eu concordo que segunda-feira de manhã não é o melhor dia para se estar de bom humor. Mas também não justifica o mau-humor de algumas pessoas!! Quer dizer, é claro que é um saco acordar cedo e ter que ir trabalhar - geralmente, em algo que não chega nem perto de dar "realização profissional" - e ficar atentendo gente idiota que faz pergunta besta o tempo todo. Mas, sabe, o que essas pessoas consideram "perguntas bestas" - e fazem esses maravilhosos e prestativos atendentes olharem com aquela cara de desprezo para gente antes de responder - pode REALMENTE não ser tão óbvias para quem não trabalha ali!! ¬¬
O caso é que, hoje de manhã, uma segunda-feira tão insolarada que é quase uma miragem depois dos dois dias com cara de dilúvio bíblico que foi esse final de semana, eu fui até o setor de Perícias Médicas do Estado. EU estava ali apenas para conseguir o meu - terceiro!! - laudo de ingresso (todo ano é a mesma coisa!), mas em geral quem vai lá é para conseguir o laudo para a liberação de licenças médicas e coisas assim. Ou seja, ou as pessoas que estão lá esperando para serem atendidas estão operadas, acidentadas, ou meio lelés-da-cuca... E eu nunca vi uma raça mais mau-humorada, sádica e com prazer em não ajudar em nada do que "atendente de guichê".
Seja em banco, loja, ou qualquer outro lugar é sempre assim. MAS quanto mais urgente é a questão (como o caso de atendentes de médico, por exemplo!), mais "não-prestativas" (não é o caso de chamar de "imprestáveis", porque ela até fazem o que tem de ser feito, mas no ritmo e humor DELAS!) elas são! Eu queria deixar de lado tudo o que eu presenciei lá e chegar logo na pequena teoria que eu desenvolvi, mas eu realmente não consigo deixar as coisas sem explicação... Como exemplos da boa educação e disposição das atendentes vou colocar algumas frases e atitudes simpáticas da parte delas para as pessoas que estavam ali, incluindo eu mesma (com algumas explicações necessárias):
(Assim, só explicando um pouco da dinâmica do lugar, para ter uma idéia de quantas interações são necessárias com essas magníficas profissionais: você tem de marcar a perícia com alguns dias de antecedência, levando todos os documentos necessários. Se estiver faltando uma cópia autenticada que seja do estado clínico da sua unha do pé, esqueça, você terá que voltar outro dia porque elas "não vão aceitar documento falntando porque é mais trabalho para elas terem que procurar o seu prontuário depois só para colocar o tal documento que tava faltando!". Aí, você marca e volta lá no dia marcado para a perícia. Passa no guichê para pegar a senha para o médico que vai "atender" você, senta e espera.
Ai chegam os médicos - cada um com seus horários próprios que totalmente independem do horário em que a sua perícia foi marcada. Se você tiver sorte, você espera menos de 2 horas-. Têm apenas dois médicos lá, que dividem o número de laudos a serem liberados entre eles - 5 ou 6 cada um! - e chamam as pessoas pelo nome, olham meio de lado para sua cara, perguntam o seu nome, por que você está ali, carimbam as três vias e mandam você embora. Ai você volta para as atendentes atenciosas carimbarem mais alguams vezes as três vias assinadas pelo médico que nem lembra mais o seu nome, pega uma dessas vias e fim. Simples assim.)
Logo que eu cheguei eu ouvi:
"Médico Fulano chegô! quem fô passá cum eli já vai ficano na fila!" - com voz bem educada e gentil, para as pessoas que já estavam lá.
(Fui para o guichê e peguei minha senha - n. 4, como o médico que não tinha chegado ainda.)
"O, dotor você vai libera aquela guia da "fala-nome-de-sei-lá-quem" hoje ou vai enrola mais um dia?" - berrando do guichê para o médico dentro do consultário na frente de todo mundo.
"A guia já tá aqui? Eu já falei que tem que ter a guia! Você foi pegar a guia?!" - o médico responde, também berrando, de lá de dentro.
Eles continuam uma discussão aos berros assim por mais alguns minutos, até que ela sai reclamando para buscar a tal da guia falando assim:"Por isso que EU quero licença, fica aqui vai deixa eu loca ainda!"
Ai ela dá a volta e sai do guichê, na porta ela encontra com uma moça que tinha acabado de chegar e cai no erro de pergunta para ela se era ali que agendava as perícias. Ela só falou: "É", mas olhou com cara de quem queria dizer "que você acha, sua burra?!"
E enquanto essa agradável estava fora a outra ficou tomando conta da fila do Médico Fulano, para não atrasar. Aí o número 4 do doutor Fulano não estava lá, e ela ficava chamando: "número 4 do doutor Fulano, cadê o número 4?". Ai ela olhou para todo mundo que estava lá para tentar descobrir quem era o ser obtuso que estava dificultando o trabalho dela em fazê-la chamar duas vezes a mesma pessoa. E deduziu que tal pessoa só podia ser a idiota que estava lendo um livro em vez de prestar a atenção na fila, ou seja, EU.
"Você aí! Que número você é?" - ela perguntou para mim.
"Quatr..." eu comecei a responder.
"Você não tá ouvindo eu chamar, não?!" - ela retrucou antes que eu terminasse de falar.
"O meu é com o doutor Siclano e não com o Fulano" - eu expliquei, voltando a ler o livro, enquanto ela ainda chamava o "maldito do 4 do doutor Fulano".
( para o bem dessa pessoa eu espero que ela não tenha aparecido lá e falado algo assim: oi, eu sou o 4 do doutor Fulano. Precisei ir no banheiro um pouco porque minha operação na bexiga não deu muito certo e as vezes a sonda fica saindo do lugar e ai vaza sangue por todo lado..." porque ela ia receber uma resposta bem mal educada por ter feito o médico esperar tanto tempo simplesmente por nada.)
Ai eu continuei lendo, o outro médico chegou e logo eu fui atendida. Antes de sair com a minha via carimbada zilhões de vezes, eu ouvi mais uma pobre indefesa criatura ser ameaçada pelas temíveis atendentes do guichê. Mas nem prestei muita a atenção porque eu já estava atrasada. só sei que tinha alguma coisa a ver com o fato da cidadã ter perdido o prazo de cinco dias CORRIDOS e não cinco dias UTÉIS para fazer o requerimento da licença que ela queria tirar porque tinha fica internada... Coisa que, vocês podem imaginar, elas acharam inadimissível.
Saindo de lá, eu ainda tinha de passar a UNIMEP entregar o último documento da inscrição do curso de pós. E vocês podem imaginar que o meu bom humor havia sido um pouco afetado pela atmosfera de amizade e carinho na qual eu havia ficado imersa por quase 2 horas, então imaginem a minha felicidade quando vi uma fila IMENSA na porta do departamento que eu precisava ir. E eu só ia entregar UM DOCUMENTO. Todo mundo da minha frente tinha que apresetar ficha de inscrição, mil documentos com autenticação e revisão dos originais e blábláblá, tudo aquilo que eu já conhecia da época da graduação.
Ai eu sentei um pouco para ver como a fila estava andando, talvez não estivesse demorando tanto assim... Estava. Em 30 minutos, UMA ÚNICA pessoa tinha sido atendida. Então eu achei por bem ir perguntar para ter certeza de que eu não precisava ficar na fila só para ENTREGAR um documento... E então eu vi que só tinha 2 atendentes para toda aquela gente e que elas pareciam tão gentis e educadas quanto as outras... E tudo o que eu queria era uma informação!!
Falei com a mulher que era a primeira da fila, expliquei que só queria uma informação e pedi para fazer isso assim que uma das duas atendentes ficasse livre. E fiquei lá esperando até isso acontecer.
Quando uma delas finalmente terminou de conferir até a cor da cueca do pai do cara (obviamente, autenticada e revisada com o original!) que estava sendo atentido no momento, eu me aproximei. Ela olhou para minha cara e falou: "Só um minutinho, já volto!" - e começou a se dirigir aquela porta (sempre tem uma porta!) pela qual os atendentes entram quando não querem atender você e ficam lá minutos sem fim fazendo sabe-se-lá-o-que (tomando café, batendo papo, fazendo as unhas, etc) enquanto você espera (im)pacientemente para ser atendido.
A diferença é que, quando ela falou isso, eu devo ter feito uma careta tão grande, mas tão grande - quem me conhece sabe só de me observar por alguns minutos que às vezes os músuculos do meu rosto simplesmente me traem na maior e fazem caras que eu em sã consciência não gostaria que as pessoas vissem - que a mulher voltou (com cara de medo misturada com surpresa) e falou: "Hãã... tá bom! Pode vir!". E eu comecei a rir, muito. Ai quando eu cheguei perto (ela ainda estava olhando para mim como se achasse que eu era capaz de pular o balcão e correr atrás dela), eu avisei que só queria uma informação e que a cara que eu fiz (não adiantava ela negar que não tinha sido esse o motivo dela ter voltado, então ela nem se deu ao trabalho) era apenasa de frustração porque tinha muita gente lá fora e eu só queria uma informação.
Perguntei o que eu precisava e realmente era só entregar, então ela pegou o documento anotou o meu RA e o número de inscrição, ainda olhando meio assustada para mim. Antes de sair eu pedi desculpa para ela, explicando mais uma vez que eu não ia bater nela nem nada e que só fiz aquela cara porque realmente "tinha muita gente lá fora e eu só queria uma informação"... Ela me deu um sorriso meio duvidoso e correu para a tal porta antes que o próximo da fila olhasse para ela com o mesmo olhar mortal que eu devo ter feito. Fui embora com muito dó dela por ter achado que ela era igual as outras atendentes "gentis e prestativas"e pensando no poder das caretas...
E tive a idéia para esse post que não tem quase nada sobre caretas e nem filas, mas que me fez pensar: será que todos os atendentes tem medo de careta? Por que TODAS às vezes que eu precisei de uma informação ou de algum serviço de atendentes, fui a mais simpática possível e sempre levei patada e fui mal atendida. No dia em que eu fiz careta recebi o atendimento rapidinho e talvez ganhasse até um cafézinho se não tivesse rido na hora... Quem quiser testar a teoria, sinta-se a vontade! Chegue com toda a educação e tente conseguir o que quer, caso não consiga, deixe a educação de lado e faça uma carranca bem má quando o atendente não quiser atender você. Se ele mudar de comportamento, fica comprovado que atendentes tem medo de cara feia!
XD
PS: fico esperando pelos resultados, porque não pretendo precisar ser atendida tão cedo...
Hehehe...
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
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2 comentários:
ahiauiauhaiuhaiuhiauhaiuhaiu
To rindo pco, viu.
Tentarei fazer careta pra próxima q me perguntar: "q c qué?"
ta meio parado esse negócio aqui!!!
;p~
Bjos
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