Andando no shopping agora a noite eu ouvi de uma estranha que cantava num bar - ok, não tão estranha porque eu conheço el de vista, ela é bolsista da Biblioteca da Unimep, o nome dela é Gabriela, ela vende trufas e canta - as palavras que tanto me apertavam o peito:
More Than Words
Saying 'I Love you' is
Not the words I want to hear from you
It's not that I want you not to say
But if you only knew
How easy it ever be to show me how you feel
More than words
Is all you have to do to make it real
Then you wouldn't have to say
That you love me cause I'd already know
What would you do if my heart was torn in two
More than words to show you feel
That your love for me is real
What would you say if I took those words away
Then you couldn't make things new
Just by saying I love you
More than words
Now that I've tried to talk to you and make you understand
All you have to do is
Close your eyes and just reach out your hands
And touch me hold me close
Don't ever let me go
More than words
Is all I ever needed you to show
Then you wouldn't have to say
That you love me cause I'd already know
What would you say if I took those words away
Then you couldn't make things new
Just by saying I love you
Porque as vezes palavras não são suficientes!
=~~
domingo, 27 de janeiro de 2008
A melhor história que já existiu...
Disclaimer: Este texto é longo – talvez longo até demais, eu admito -, o que pode fazer você precisar de paciência para conseguir lê-lo por completo. Ele também traz aspectos da minha fé católica, então pode não interessar para algumas pessoas. Leia por sua própria conta e risco. (tchan-ram! Quem vê pensa, né?! hauiahiauhai Mas pelo menos eu avisei...)
Este texto está uns dias atrasados porque toda a "inspiração" dele ocorreu no meio da semana, mas demorou um pouco até eu para encontrar um “fio” condutor que ligasse os eventos que eu queria relatar. Foi, de certo, uma semana atípica e caminha cada vez mais para um desfecho incomum. Tentando ser um pouco menos confusa do que eu posso ser, comecemos do começo: quarta-feira (dia 23/01).
A minha quarta-feira começou logo cedo com a minha maneira mais preferida de favorita para acordar: com o maldito telefone tocando sem parar! >/ Quando tocou a primeira vez, eu resolvi ignorar e pareceu funcionar porque ele parou. Parou pelos segundos necessários para me fazer achar que tinha parado e depois obviamente voltou a tocar. Tocou, tocou e quando parou de novo eu já sabia o que aconteceria a seguir: ele voltaria a tocar. E é claro que voltou. Então eu me resignei (uma ova!) e me levantei para atendê-lo, muito mais educadamente do que eu realmente gostaria.
Como sempre, uma vez fora da cama dificilmente eu consigo voltar para ela - por mais quentinha e acolhedora que ela seja -, mas eu estava definitivamente inclinada a fazer essa tentativa. Provavelmente teria conseguido se não fosse o interfone tocando. Como eu disse, um dia inspirado. Bom, e lá fui eu, com toda a minha boa vontade - além da minha calça de moleton azul 5 cm mais curta na canela, meu moletom velho do Taz e minhas meias de dedinhos listradas -, atender o porta.
Não eram nem 9 horas da manhã, quem poderia ser a essa hora, assim tão cedo?! Eu nem precisava ter perguntado. Só há dois tipos de pessoas inconvenientes nesse tanto: vendedores e certos religiosos. Bom, eu realmente não estava precisando de guardanapos, já que eu e minha irmã fizemos anos de aulas de pintura em guardanapos e tempos panos de prato suficientes até para montar o nosso enxoval. Umas duas vezes, se fosse necessário. Usei de toda a educação que a maneira abrupta com a qual fui acordada permitia e dispensei o vendedor.
Como eu devo ter levado uns 40 segundos para não mandar o vendedor para o lugar que uma certa mulher de caráter duvidoso deu a luz, dizendo educadamente que eu não estava interessada em guardanapos com vaquinhas e patinhos - e nem a minha mãe e nem a minha tia ou qualquer outra mulher da minha casa -, ainda não era 9 horas. Então fui tomar café da manhã. Bom, televisão de manhã é uma coisa maravilhosa como todos sabem e eu comecei a assistir um documentário num canal que eu não vou conseguir lembrar nem que esta seja a minha chance de 1 milhão de dólares.
O documentário falava sobre a vida de C.S. Lewis, criador dos livros Crônicas de Narnia, e da similaridade da obra com alguns fundamentos da fé cristã, mostrando como a descoberta da religiosidade influenciou na escrita dos livros. Eu, que já li os sete livros e considero que conheço um pouquinho da fé cristã, já tinha percebido a interessante metáfora da morte de Aslan – o auto-sacrifício de um inocente em troca do perdão de um traidor – mas foi realmente interessante ver como o autor – ou melhor, o ator que representava o autor com base numa bibliografia dele – afirmava que a religiosidade tinha entrado na vida dele e mudado a sua perspectiva de vida.
Eu estava bem concentrada quando o documentário tratava da morte da esposa de Lewis e relatava o profundo desagrado do autor com os “desígnios de Deus” para vida dele quando o interfone tocou novamente. E não era outro vendedor. O que me limita o tipo de pessoa inconveniente tipo 2. Aqueles que são muito mais difíceis de dispensar. Não adianta você falar que você já tem o “produto” que eles querem vender, ou seja, que você já tem a sua própria religião e é firme e feliz nela. Isso só faz eles insistirem mais ainda. E também não adianta você falar que não tem religião e que não liga para nada disso. Eles não desistem de maneira nenhuma.
Uma vez eu até tentei dizer que eu fazia parte do Espiritismo ou do Candomblé, porque me disseram que eles morrem de medo dessas coisas e que me deixariam em paz, mas óbvio que isso só deu certo para a pessoa que me deu o conselho, porque comigo só piorou tudo. Enfim, isso aqui já está bem grandinho - e eu tenho um outro post em mente a respeito de "pessoas inconvenientes" - e eu não cheguei onde eu queria ainda, então vou pular os 40 minutos que eu perdi do documentário da vida do C.S. Lewis ouvindo leituras do Antigo Testamento dizendo que Deus é mau e vai castigar tudo mundo - com toda a educação e dedicação que vocês sabem que eu tenho - e partir para o que realmente marcou meu dia.
Quando voltei para a sala o documentário já estava acabando e C.S. Lewis aparentemente já tinha feito as pazes com Deus, pelo o que eu consegui acompanhar dos 5 segundos finais do programa. E por mais que eu não concorde com a visão que me foi pregada à porta de casa, falar de Deus é uma coisa importante para mim e só naquela manhã eu já tinha ouvido Dele em duas situações diferentes. Aí eu estava me sentindo meio estranha, aquela sensação que ainda falta alguma coisa... E eu descobri logo o que era.
Zapeando pelos canais da tv, parei na HBO quando vi a chamada de “A Seguir”. Não tinha mais nada para assistir mesmo, pelo menos ali eu poderia pegar um filme desde o começo. E o título me atingiu como um soco no estômago: A história da Natividade. Eu sabia que filme era, embora nunca o tivesse assistido. Eu conhecia a sua história, embora sempre tivesse dado menos atenção a ela do que deveria. E eu me vi grudada no sofá, assim que o filme começou.
Em resumo, o filme tratava dos eventos que levaram ao nascimento de Jesus. Tudo aquilo que o Evangelho de Lucas traz em seus primeiros capítulos e que as diversas montagens de “A Paixão de Cristo” muitas vezes suprimem ou ignoram, partindo só para a vida de Jesus propriamente dita. Bom, não que eu tenha alguma coisa contra, mas eu nunca tinha parado para ver quantos outros envolvidos tinham nessa história. Apesar da atriz que fazia Maria ser meio sem sal para representar aquela que foi chamada de “cheia de graça”, o ator que fez José me pegou fora de guarda.
Lembrar que Maria era apenas uma garota, prometida para um noivo que desconhecia como tantas outras garotas da sua época; que poderia ter sido vendida como escrava caso seu pai não tivesse dinheiro suficiente para pagar os altos impostos cobrados pelo Império Romano; que era submissa a seu pai como uma boa filha deveria ser; mas que mesmo assim assumiu o “sim” de conceber o Filho de Deus sem nem pestanejar. Sem pensar no que seus pais ou seu noivo diriam quando sua barriga começasse a crescer, sem ter medo de ser apedrejada - como era o destino daquelas que entregavam sua "pureza" antes do casamento-, sem ligar para as injúrias e xingamentos que certamente recebeu por continuar usando o manto de cores reservadas para as virgens apresentando uma pronunciada barriga.
Aceitar a tudo isso e muito mais, como fazer a longa jornada imposta pelo recenseamento, ter que dar a luz numa manjedoura e ver seu filho recém-nascido dividir o espaço com animais. Isso para falar só das coisas pelas quais ela passou ANTES de Jesus nascer, porque depois tudo o que ela teve que presenciar foi ainda pior. Mas ela sabia que essa era a vontade de Deus sendo feita, ela foi o primeiro sacrário, o primeiro templo vivo do Espírito Santo. Mas e José? Que viu sua noiva ganhar uma barriga por um motivo o qual ele não teve nenhum envolvimento; que teve que confiar em Maria e na palavra dela de que aquela criança era fruto da ação de Deus; que teve que assumir, criar e educar o Salvador sem ter vivido tempo suficiente para estar presente ao seu primeiro milagre. Também ele foi um exemplo maravilhoso de confiança e dedicação.
E porque eu estou escrevendo tudo isso? Porque eu não consegui acreditar como uma história cujo enredo eu já conhecia conseguiu me emocionar tanto. Relamente a menina-Maria era apática demais para uma mulher que desafiou tanto para ser a mãe do Filho de Deus, mas ainda sim estavam lá as diversas situações pelas quais ela passou, para salvar não a ela própria - tão abençoada e agraciada que não precisaria disso - mas para salvar a nós, entregando anos depois seu filho amado para morrer por nós e ainda por cima nos adotando como também filhos queridos apesar de termos sidos responsáveis pela morte de Jesus. E José que foi um pai exemplar, amando e respeitando a esposa bendita e o filho tão especial, desempenhando com dedicação incansável o trabalho de ser "exemplo" de vida para o pequeno menino que um dia salvaria o mundo.
Meu coração se enche de um amor e de uma afeição tão grandes quando penso nisso que parece que todos os meus problemas são infinitamente menores e que só de pensar em tudo isso eu vou ter forças para passar por o que quer que seja. Saber que Maria me ama tanto quanto amou Jesus e que José é o exemplo de homem, pai e marido que eu gostaria de ver todos os dias na minha casa e na minha vida me dá esperanças. E ter assistido esse filme, cuja história eu já conhecia há tanto tempo me deu forças para passar por outras situações. É sem sobra de dúvidas a melhor história que já existiu e o melhor dela é que - para aqueles que creem - ela foi verdade! E continua sendo até hoje e será eternamente...
E eu adoraria assisti-lo de novo neste exato momento, para que essa esperança não abandonasse meu coração!
Este texto está uns dias atrasados porque toda a "inspiração" dele ocorreu no meio da semana, mas demorou um pouco até eu para encontrar um “fio” condutor que ligasse os eventos que eu queria relatar. Foi, de certo, uma semana atípica e caminha cada vez mais para um desfecho incomum. Tentando ser um pouco menos confusa do que eu posso ser, comecemos do começo: quarta-feira (dia 23/01).
A minha quarta-feira começou logo cedo com a minha maneira mais preferida de favorita para acordar: com o maldito telefone tocando sem parar! >/ Quando tocou a primeira vez, eu resolvi ignorar e pareceu funcionar porque ele parou. Parou pelos segundos necessários para me fazer achar que tinha parado e depois obviamente voltou a tocar. Tocou, tocou e quando parou de novo eu já sabia o que aconteceria a seguir: ele voltaria a tocar. E é claro que voltou. Então eu me resignei (uma ova!) e me levantei para atendê-lo, muito mais educadamente do que eu realmente gostaria.
Como sempre, uma vez fora da cama dificilmente eu consigo voltar para ela - por mais quentinha e acolhedora que ela seja -, mas eu estava definitivamente inclinada a fazer essa tentativa. Provavelmente teria conseguido se não fosse o interfone tocando. Como eu disse, um dia inspirado. Bom, e lá fui eu, com toda a minha boa vontade - além da minha calça de moleton azul 5 cm mais curta na canela, meu moletom velho do Taz e minhas meias de dedinhos listradas -, atender o porta.
Não eram nem 9 horas da manhã, quem poderia ser a essa hora, assim tão cedo?! Eu nem precisava ter perguntado. Só há dois tipos de pessoas inconvenientes nesse tanto: vendedores e certos religiosos. Bom, eu realmente não estava precisando de guardanapos, já que eu e minha irmã fizemos anos de aulas de pintura em guardanapos e tempos panos de prato suficientes até para montar o nosso enxoval. Umas duas vezes, se fosse necessário. Usei de toda a educação que a maneira abrupta com a qual fui acordada permitia e dispensei o vendedor.
Como eu devo ter levado uns 40 segundos para não mandar o vendedor para o lugar que uma certa mulher de caráter duvidoso deu a luz, dizendo educadamente que eu não estava interessada em guardanapos com vaquinhas e patinhos - e nem a minha mãe e nem a minha tia ou qualquer outra mulher da minha casa -, ainda não era 9 horas. Então fui tomar café da manhã. Bom, televisão de manhã é uma coisa maravilhosa como todos sabem e eu comecei a assistir um documentário num canal que eu não vou conseguir lembrar nem que esta seja a minha chance de 1 milhão de dólares.
O documentário falava sobre a vida de C.S. Lewis, criador dos livros Crônicas de Narnia, e da similaridade da obra com alguns fundamentos da fé cristã, mostrando como a descoberta da religiosidade influenciou na escrita dos livros. Eu, que já li os sete livros e considero que conheço um pouquinho da fé cristã, já tinha percebido a interessante metáfora da morte de Aslan – o auto-sacrifício de um inocente em troca do perdão de um traidor – mas foi realmente interessante ver como o autor – ou melhor, o ator que representava o autor com base numa bibliografia dele – afirmava que a religiosidade tinha entrado na vida dele e mudado a sua perspectiva de vida.
Eu estava bem concentrada quando o documentário tratava da morte da esposa de Lewis e relatava o profundo desagrado do autor com os “desígnios de Deus” para vida dele quando o interfone tocou novamente. E não era outro vendedor. O que me limita o tipo de pessoa inconveniente tipo 2. Aqueles que são muito mais difíceis de dispensar. Não adianta você falar que você já tem o “produto” que eles querem vender, ou seja, que você já tem a sua própria religião e é firme e feliz nela. Isso só faz eles insistirem mais ainda. E também não adianta você falar que não tem religião e que não liga para nada disso. Eles não desistem de maneira nenhuma.
Uma vez eu até tentei dizer que eu fazia parte do Espiritismo ou do Candomblé, porque me disseram que eles morrem de medo dessas coisas e que me deixariam em paz, mas óbvio que isso só deu certo para a pessoa que me deu o conselho, porque comigo só piorou tudo. Enfim, isso aqui já está bem grandinho - e eu tenho um outro post em mente a respeito de "pessoas inconvenientes" - e eu não cheguei onde eu queria ainda, então vou pular os 40 minutos que eu perdi do documentário da vida do C.S. Lewis ouvindo leituras do Antigo Testamento dizendo que Deus é mau e vai castigar tudo mundo - com toda a educação e dedicação que vocês sabem que eu tenho - e partir para o que realmente marcou meu dia.
Quando voltei para a sala o documentário já estava acabando e C.S. Lewis aparentemente já tinha feito as pazes com Deus, pelo o que eu consegui acompanhar dos 5 segundos finais do programa. E por mais que eu não concorde com a visão que me foi pregada à porta de casa, falar de Deus é uma coisa importante para mim e só naquela manhã eu já tinha ouvido Dele em duas situações diferentes. Aí eu estava me sentindo meio estranha, aquela sensação que ainda falta alguma coisa... E eu descobri logo o que era.
Zapeando pelos canais da tv, parei na HBO quando vi a chamada de “A Seguir”. Não tinha mais nada para assistir mesmo, pelo menos ali eu poderia pegar um filme desde o começo. E o título me atingiu como um soco no estômago: A história da Natividade. Eu sabia que filme era, embora nunca o tivesse assistido. Eu conhecia a sua história, embora sempre tivesse dado menos atenção a ela do que deveria. E eu me vi grudada no sofá, assim que o filme começou.
Em resumo, o filme tratava dos eventos que levaram ao nascimento de Jesus. Tudo aquilo que o Evangelho de Lucas traz em seus primeiros capítulos e que as diversas montagens de “A Paixão de Cristo” muitas vezes suprimem ou ignoram, partindo só para a vida de Jesus propriamente dita. Bom, não que eu tenha alguma coisa contra, mas eu nunca tinha parado para ver quantos outros envolvidos tinham nessa história. Apesar da atriz que fazia Maria ser meio sem sal para representar aquela que foi chamada de “cheia de graça”, o ator que fez José me pegou fora de guarda.
Lembrar que Maria era apenas uma garota, prometida para um noivo que desconhecia como tantas outras garotas da sua época; que poderia ter sido vendida como escrava caso seu pai não tivesse dinheiro suficiente para pagar os altos impostos cobrados pelo Império Romano; que era submissa a seu pai como uma boa filha deveria ser; mas que mesmo assim assumiu o “sim” de conceber o Filho de Deus sem nem pestanejar. Sem pensar no que seus pais ou seu noivo diriam quando sua barriga começasse a crescer, sem ter medo de ser apedrejada - como era o destino daquelas que entregavam sua "pureza" antes do casamento-, sem ligar para as injúrias e xingamentos que certamente recebeu por continuar usando o manto de cores reservadas para as virgens apresentando uma pronunciada barriga.
Aceitar a tudo isso e muito mais, como fazer a longa jornada imposta pelo recenseamento, ter que dar a luz numa manjedoura e ver seu filho recém-nascido dividir o espaço com animais. Isso para falar só das coisas pelas quais ela passou ANTES de Jesus nascer, porque depois tudo o que ela teve que presenciar foi ainda pior. Mas ela sabia que essa era a vontade de Deus sendo feita, ela foi o primeiro sacrário, o primeiro templo vivo do Espírito Santo. Mas e José? Que viu sua noiva ganhar uma barriga por um motivo o qual ele não teve nenhum envolvimento; que teve que confiar em Maria e na palavra dela de que aquela criança era fruto da ação de Deus; que teve que assumir, criar e educar o Salvador sem ter vivido tempo suficiente para estar presente ao seu primeiro milagre. Também ele foi um exemplo maravilhoso de confiança e dedicação.
E porque eu estou escrevendo tudo isso? Porque eu não consegui acreditar como uma história cujo enredo eu já conhecia conseguiu me emocionar tanto. Relamente a menina-Maria era apática demais para uma mulher que desafiou tanto para ser a mãe do Filho de Deus, mas ainda sim estavam lá as diversas situações pelas quais ela passou, para salvar não a ela própria - tão abençoada e agraciada que não precisaria disso - mas para salvar a nós, entregando anos depois seu filho amado para morrer por nós e ainda por cima nos adotando como também filhos queridos apesar de termos sidos responsáveis pela morte de Jesus. E José que foi um pai exemplar, amando e respeitando a esposa bendita e o filho tão especial, desempenhando com dedicação incansável o trabalho de ser "exemplo" de vida para o pequeno menino que um dia salvaria o mundo.
Meu coração se enche de um amor e de uma afeição tão grandes quando penso nisso que parece que todos os meus problemas são infinitamente menores e que só de pensar em tudo isso eu vou ter forças para passar por o que quer que seja. Saber que Maria me ama tanto quanto amou Jesus e que José é o exemplo de homem, pai e marido que eu gostaria de ver todos os dias na minha casa e na minha vida me dá esperanças. E ter assistido esse filme, cuja história eu já conhecia há tanto tempo me deu forças para passar por outras situações. É sem sobra de dúvidas a melhor história que já existiu e o melhor dela é que - para aqueles que creem - ela foi verdade! E continua sendo até hoje e será eternamente...
E eu adoraria assisti-lo de novo neste exato momento, para que essa esperança não abandonasse meu coração!
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Apresentação - A Saga do Template
A idéia inicial desse blog - como bem (ou não!) ilustra o seu título - era publicar algumas histórias engraçadas da minha desastrada vida cotidiana, sempre tão cheia de acidentes e situações constrangedoras. Acrescidas, é claro, de uma maneira bastante particular de narrá-las que realmente não ajuda muito quando se quer manter um assunto sério.
E foi aí que eu pensei: ok, boa parte do meu tempo eu estou caindo, me acidentando, dando foras e cometendo gafes... MAS e o restante do meu tempo? Eu posso até me considerar uma pessoa engraçada e divertida - e algumas pessoas vão concordar com isso outras não - mas eu não sou apenas uma piada. Eu tenho pensamentos sérios (pelo menos alguns!), dúvidas (muitas!), inquietações (quem não as têm?) e muito mais. E a cada dia mais eu sinto a necessidade de conciliar tudo isso. E cada dia mais eu me sintia frustrada com o fato de não conseguir.
Se eu não fosse tão teimosa, provavelmente citaria Raul Seixas para me descrever, afirmando que sou uma verdadeira "metamorfose ambulante". Se não fosse, é claro, o problema de muitas vezes eu apenas resistir no meu ponto de vista errado e desacresditado - até por mim mesma - só para não "dar o braço a torcer". Mas eu não vou negar que a essência da metáfora do sr Seixas realmente me ajuda a - ao menos tentar - explicar muitos aspectos da minha existência. Porém, para mim, ser uma "metaformose ambulante" não é o mesmo que a famosa música prega. É, na verdade, algo muito mais próximo do literal.
Não que eu realmente troque de cor como um camaleão ou mude aspectos físicos apenas com o poder assombroso da minha mente, por mais que a idéia pareça incrivelmente marvilhosa. Obviamente que não. Mas existe um outro tipo de metamorfose, uma outra mudança ou transformação pela qual eu passo diariamente e até mesmo várias vezes por dia. E são estas as mudanças que me perturbam. E é sobre elas que eu gostaria de falar.
Ser "metamorfose ambulante literal" como eu me considero gera um alto nível de expectativas que, por sua vez, para serem alcançadas, geram altos níveis de estresse. Como conciliar a filha complexada com a estudante aplicada? Como conciliar a namorada apaixonada com amiga inseparável? Uma inteligência - supostamente - considerável com uma fé católica tradicional? A agente de pastoral com a ficwriter que apóia slash e incest?
Dentro de mim gritam diferentes aspectos de personalidade - acho que não cheguei ao problema psiquiátrico de personalidades múltiplas, ainda - , diferentes desejos e anseios que convivem e conflitam constantemente, os quais que eu pretendo expor aqui. Porque escrever, para mim, é liberdade. Escrever é tirar de dentro o que está preso e sufocante, deixando vir a tona o que há de melhor, mas também o que há de pior.
Possivelmente, quem tiver paciência e interesse em acompanhar esta insanidade ao qual eu me propronho vai se surpreender. Em cada uma das esferas sociais que eu freqüento - é, tá bom, como se eu fosse mesmo tão importante! Eu sei!! E não, eu não estou assistindo muito Gossip Girl! - diferentes aspectos se sobrepõem e dominam a face que eu apresento ao mundo. Mas já adianto que eu não acredito que isso possa ser considerado falsidade, vejo apenas como é sobrevivência. Na busca contínua de existir, concessões e ajustes são feitos e agora eu acho que é hora de eu parar de me sentir culpada por eles.
Por isso já aviso que este espaço pretende-se livre de censura - inclindo a minha própria - e antecipadamente alerto que me responsabilizo por uma cicatriz ou outra que eu acabe infligindo à face que você conhece-gosta-detesta-etc. Mas não me odeie ou me julgue por o que ler aqui, eu ainda sou a pessoa que você conhece, só que não apenas ela. Espero que você compreenda - ou ao menos aceite.
Para facilitar, eu pretendo assinar os posts com nomes diferentes de acordo com o aspecto dominante de minha personalidade que o inspirou. Postarei disclaimers sempre que conseguir isolar e nomear tais aspectos, mas não posso prometer. E se ainda assim minha vida cotidiana for minimamente interessante a ponto de fazer você voltar aqui, não esqueça de deixar um comentário, ok? ;D
Bjos
a parte mais neutra de mim,
Samira
~~~~*~~~~*~~~~*~~~~*~~~~
E o que tudo isso tem a ver com o template citado no título do post? Bom, durante 5 dias eu revirei a internet a procura do template ideal para abrigar estas idéias e que combinasse comigo, e é óbvio que não consegui. E, embora ainda não tenha desistido completamente, compreendi que não há um template que consiga conciliar tudo o que pretendo expor aqui - ok, eu sou mesmo melodramática, eu sei!. Não custa esperar e continuar procurando. Totalmente aberta a sugestões!
E foi aí que eu pensei: ok, boa parte do meu tempo eu estou caindo, me acidentando, dando foras e cometendo gafes... MAS e o restante do meu tempo? Eu posso até me considerar uma pessoa engraçada e divertida - e algumas pessoas vão concordar com isso outras não - mas eu não sou apenas uma piada. Eu tenho pensamentos sérios (pelo menos alguns!), dúvidas (muitas!), inquietações (quem não as têm?) e muito mais. E a cada dia mais eu sinto a necessidade de conciliar tudo isso. E cada dia mais eu me sintia frustrada com o fato de não conseguir.
Se eu não fosse tão teimosa, provavelmente citaria Raul Seixas para me descrever, afirmando que sou uma verdadeira "metamorfose ambulante". Se não fosse, é claro, o problema de muitas vezes eu apenas resistir no meu ponto de vista errado e desacresditado - até por mim mesma - só para não "dar o braço a torcer". Mas eu não vou negar que a essência da metáfora do sr Seixas realmente me ajuda a - ao menos tentar - explicar muitos aspectos da minha existência. Porém, para mim, ser uma "metaformose ambulante" não é o mesmo que a famosa música prega. É, na verdade, algo muito mais próximo do literal.
Não que eu realmente troque de cor como um camaleão ou mude aspectos físicos apenas com o poder assombroso da minha mente, por mais que a idéia pareça incrivelmente marvilhosa. Obviamente que não. Mas existe um outro tipo de metamorfose, uma outra mudança ou transformação pela qual eu passo diariamente e até mesmo várias vezes por dia. E são estas as mudanças que me perturbam. E é sobre elas que eu gostaria de falar.
Ser "metamorfose ambulante literal" como eu me considero gera um alto nível de expectativas que, por sua vez, para serem alcançadas, geram altos níveis de estresse. Como conciliar a filha complexada com a estudante aplicada? Como conciliar a namorada apaixonada com amiga inseparável? Uma inteligência - supostamente - considerável com uma fé católica tradicional? A agente de pastoral com a ficwriter que apóia slash e incest?
Dentro de mim gritam diferentes aspectos de personalidade - acho que não cheguei ao problema psiquiátrico de personalidades múltiplas, ainda - , diferentes desejos e anseios que convivem e conflitam constantemente, os quais que eu pretendo expor aqui. Porque escrever, para mim, é liberdade. Escrever é tirar de dentro o que está preso e sufocante, deixando vir a tona o que há de melhor, mas também o que há de pior.
Possivelmente, quem tiver paciência e interesse em acompanhar esta insanidade ao qual eu me propronho vai se surpreender. Em cada uma das esferas sociais que eu freqüento - é, tá bom, como se eu fosse mesmo tão importante! Eu sei!! E não, eu não estou assistindo muito Gossip Girl! - diferentes aspectos se sobrepõem e dominam a face que eu apresento ao mundo. Mas já adianto que eu não acredito que isso possa ser considerado falsidade, vejo apenas como é sobrevivência. Na busca contínua de existir, concessões e ajustes são feitos e agora eu acho que é hora de eu parar de me sentir culpada por eles.
Por isso já aviso que este espaço pretende-se livre de censura - inclindo a minha própria - e antecipadamente alerto que me responsabilizo por uma cicatriz ou outra que eu acabe infligindo à face que você conhece-gosta-detesta-etc. Mas não me odeie ou me julgue por o que ler aqui, eu ainda sou a pessoa que você conhece, só que não apenas ela. Espero que você compreenda - ou ao menos aceite.
Para facilitar, eu pretendo assinar os posts com nomes diferentes de acordo com o aspecto dominante de minha personalidade que o inspirou. Postarei disclaimers sempre que conseguir isolar e nomear tais aspectos, mas não posso prometer. E se ainda assim minha vida cotidiana for minimamente interessante a ponto de fazer você voltar aqui, não esqueça de deixar um comentário, ok? ;D
Bjos
a parte mais neutra de mim,
Samira
~~~~*~~~~*~~~~*~~~~*~~~~
E o que tudo isso tem a ver com o template citado no título do post? Bom, durante 5 dias eu revirei a internet a procura do template ideal para abrigar estas idéias e que combinasse comigo, e é óbvio que não consegui. E, embora ainda não tenha desistido completamente, compreendi que não há um template que consiga conciliar tudo o que pretendo expor aqui - ok, eu sou mesmo melodramática, eu sei!. Não custa esperar e continuar procurando. Totalmente aberta a sugestões!
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